Terça-feira, Janeiro 16, 2007

Comunicação Escrita

A comunicação escrita é, sem dúvida, um vector indispensável na comunicação interna das organizações. Pode ser utilizada com várias finalidades e conteúdos e pode atingir os colaboradores na sua totalidade ou ser direccionada para um grupo específico de forma muito discriminada. Os suportes de comunicação escrita são utilizados, sobretudo, dentro da estrutura formal da organização. Podem difundir ordens e procedimentos técnicos, publicar resultados e promover a motivação dos trabalhadores.

Embora tenham surgido meios mais modernos como os meios electrónicos e as novas tecnologias da comunicação/informação, a tradicional folha de papel escrita continua a ser um instrumento de comunicação interna largamente utilizado. O hábito e o carácter de permanência no tempo, ao contrário da volatilidade da comunicação oral, são factores que estarão na origem da utilização tão generalizada da comunicação escrita impressa.

O uso de suportes de comunicação escrita, apesar de indispensável, deverá ser racionalizado. O mau uso e, muitas vezes o abuso, deste modo de comunicação tem efeitos negativos para a eficiência e eficácia individual e, consequentemente, para a organização no seu todo.
De facto, o excesso de papel e de “burocracia” nas organizações implica gastos económicos muito grandes, perdas de tempo e, muitas vezes, desmotivação por parte de quem trabalha.

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007

A Comunicação Oral

Os instrumentos de comunicação oral são o método mais antigo de comunicação interpessoal mas também na comunicação interna nas organizações. É também o mais económico. Trata-se de uma forma de comunicar, caracterizada, em larga medida, pela espontaneidade e proximidade física entre as pessoas e com base na inter relação emissor e receptor que trocam constantemente de papéis.

A oralidade enquanto modo de comunicação é essencial para a coesão nas organizações e a sua utilização apresenta, segundo Almeida, várias vantagens como, por exemplo, o conhecimento, a personalização, a interactividade e a elaboração de uma linguagem comum:

-O conhecimento acontece quando os colaboradores da organização se encontram em reuniões formais e informais (no corredor, por exemplo), possibilitando-lhes a emissão de pontos de vista e ideias e permitindo-lhes, de uma forma imediata e directa, conhecer melhor as pessoas com quem trabalha e a organização da qual faz parte.

-A personalização deriva do contacto directo e imediato e pode potenciar a demarcação de posições que serve de avaliação ao grau de implicação das pessoas perante ideias que podem ser ou não genuinamente suas.

-A interactividade, a reacção e a troca de informações suscitada pela oralidade é muito rápida e imediata, comportando benefícios em termos de relações e de tempo utilizado.

-O diálogo entre os colaboradores de uma organização permite a conjugação de códigos e de normas expressos numa postura própria, visando a elaboração de uma linguagem comum.

Estas vantagens são fruto, sobretudo, da imediatez que só é possível na comunicação oral. No entanto, é precisamente graças a esta imediatez e tendo em conta que a intenção do emissor em transmitir determinada informação nem sempre é expressa ou compreendida pelo receptor com exactidão, que a comunicação oral apresenta também desvantagens: imprecisão e volatilidade das mensagens transmitidas.

A imprecisão consiste no risco de deformação da informação em ambas as fases da transmissão da mensagem (emissão e recepção) e a volatilidade deriva do facto da comunicação oral não deixar vestígio, a menos que tenha havido o cuidado de registar a mensagem.

Fonte: ALMEIDA, Vítor
A Comunicação Interna na Empresa, Áreas Editora S.A., Lisboa, 2003

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

O Blog como Ferramenta de Comunicação


Um weblog, ou simplesmente blog, é uma página da Internet, cujos conteúdos são organizados cronologicamente. O seu conceito é semelhante ao de uma publicação on-line (disponível na net). Deve tratar um tema, ou um conjunto de temas relacionados, que seja perceptível através do nome escolhido para que possa ser facilmente identificável com o conteúdo. Cada artigo surge sob a forma de entrada ou post e estes estão organizados de forma cronológica.

Pode ser definido como uma espécie de “diário pessoal electrónico” frequentemente actualizado, onde, os posts ou conteúdos publicados são, normalmente, textos curtos organizados cronologicamente, sendo sempre o mais recente a aparecer no topo da página. Contém normalmente um arquivo dos post anteriores e links para outros sites e blogs, o que leva a que o público de um visite os outros referidos, criando assim uma corrente ou comunidade virtual em torno de um mesmo assunto (conceito de webring). Deste modo, os blogs também impulsionam a comunicação entre os indivíduos com os mesmos interesses e podem permitir comentários dos visitantes – são um instrumento de comunicação que proporciona discussão, diálogo e interactividade.

Existem blogs de vários tipos: individual (com apenas um autor) ou colectivo com vários membros; pode ser pessoal (sobre a vida do autor) e generalista ou temático (acerca de um tema específico); pode ser um fotoblog (só publica imagens), um moblog (editado e actualizado a partir do telemóvel), um audioblog (só contém ficheiros de áudio) ou um vídeoblog (ficheiros de vídeo). Os blogs colectivos são geralmente temáticos visto que são criados e mantidos por um grupo de pessoas com interesses em comum, tendo um tema central (humor, política, cinema, etc.).

O weblog surgiu como uma ferramenta simples de criação, edição e publicação de conteúdos dinâmicos na Web. É baseado principalmente em dois aspectos: microconteúdos (pequenas porções de texto colocadas de cada vez) e actualização frequente, muitas vezes diária.

O sucesso do blog deve-se ao facto de ser muito fácil e rápido de construir e acessível a qualquer pessoa com competências básicas de utilização da Internet, mesmo sem conhecer a linguagem HTML.

Fonte: Documentação cedida pela docente Neusa Baltazar no âmbito da disciplina de Edição Electrónica II no ano lectivo 2006/2007

Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE SITES

Hoje em dia a Internet possibilita, sem dúvida, um manancial inesgotável de informação. Os sites e as páginas da Internet são muito utilizados para fins de estudo e de pesquisa de informação.
Frequentemente, o utilizador, na sua ávida pesquisa e recolha de informação, não presta a necessária e devida atenção a critérios de credibilidade e outros que se querem bastante elevados e que se reflectem inevitavelmente na informação recolhida e, consequentemente, no trabalho de pesquisa que está a ser elaborado.

Deste modo, é conveniente, que haja uma avaliação prévia dos sites, portais e páginas da Internet, no sentido de:
- Haver uma maior compreensão dos diferentes tipos de sites;
- Desenvolver uma atitude crítica em relação aos conteúdos e às suas formas de divulgação na Internet;
- Consciencializar o utilizador para os riscos e oportunidades das páginas Web (no que respeita à diversidade de sites, público a quem se destina a informação e intenções dos servidores).
Sendo assim, existem elementos a ter em consideração e que contribuem decisivamente para a avaliação (e mesmo elaboração) de um website, no que diz respeito a aspectos como:

- a facilidade de utilização e de acesso à informação: estes critérios avaliam a qualidade de acesso aos sítios e aos conteúdos por eles disponibilizados; por exemplo, a página não deverá demorar muito tempo a carregar, deverá estar bem organizada e estruturada de uma forma clara e lógica, os menus deverão ser de fácil utilização e as sub-páginas (se existirem) também deverão de estar bem estruturadas.

- a informação disponibilizada: este critério permite perceber qual é o objectivo da página Web (informar, entreter, vender produtos ou ideias, etc.) e a quem são dirigidos os conteúdos da mesma (público alvo); muitas vezes o verdadeiro objectivo está camuflado, daí que é muito importante analisar se o site fornece algum tipo de publicidade e se os conteúdos disponibilizados atingem o objectivo divulgado claramente ou outros objectivos encobertos.

- a credibilidade: este critério pretende avaliar o valor da fonte, uma vez que publicar uma página na Internet é relativamente fácil, pode ser feito por qualquer pessoa que pode estar a divulgar uma opinião ou a transmitir informações de forma pouco segura e sem garantias de ser fiável; assim, é vital que o utilizador possa identificar o proprietário da página Web e o emissor da mensagem, verificar se existem referências a fontes de confiança de forma mais ou menos explícita e verificar quando a página foi actualizada pela última vez.

- O design: a análise do aspecto formal da página no que diz respeito ao texto, imagens e animações, cores e estrutura utilizada é também extremamente importante na avaliação de um site; o texto e os caracteres utilizados devem permitir uma boa e rápida leitura, as imagens e animações podem e devem existir, mas de forma bem doseada e sempre harmoniosa com o texto de forma a complementá-lo.

- O Público-alvo: encontrar o público-alvo da página Web permite perceber se a informação e o respectivo acesso, os conteúdos e o design utilizados são adequados ao mesmo. Se estes itens não estiverem em harmonia com o público a quem se destina a informação o site nunca alcançará o seu objectivo no que diz respeito à transmissão da mensagem ao seu público.

Fonte: Documentação cedida pela docente Neusa Baltazar no âmbito da disciplina de Edição Electrónica II da Licenciatura em Ciências de Comunicação da Universidade do Algarve no ano lectivo 2006/2007

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Funções da Comunicação na Organização

A comunicação de uma organização não tem como objectivo único transmitir uma boa imagem da organização. Segundo Lionel Brault, a comunicação desempenha sete funções na organização:

- A função informativa que tem a finalidade de veicular o conhecimento da empresa, no que respeita a todas as informações necessárias ao trabalho. O domínio desta função é essencial para não gerar efeitos perversos, motivados por uma informação deficiente.
- A função de integração que pretende desenvolver nos colaboradores o sentimento de inclusão num grupo que ultrapassa a função económica. Consiste em veicular valores fundamentais da empresa ao público interno e ao público externo. A partilha destes valores actua favoravelmente ao nível interno, sobre a coesão e a continuidade da empresa, exercendo influência também ao nível externo.

- A função rectroacção que assenta no retorno das mensagens enviadas num determinado eixo, vertical ou horizontal, com a finalidade de verificar e controlar o sua compreensão. É através da rectroacção que surge o diálogo, fazendo da comunicação uma relação de retorno e possibilitando que os públicos, internos e externos, exprimam o seu contentamento ou a sua satisfação.

- A função sinal é uma função fundamental e específica da comunicação de empresa/organização e consiste na emissão e multiplicação de sinais e de micro-mensagens que permitem a identificação da personalidade e continuidade da organização num mesmo sentido por parte do público. Tem como finalidade fazer entender a organização como um todo coerente através de cores, logotipos, discursos, palavras-chave, comportamentos, atitudes e valores. É extremamente importante na comunicação interna porque induz a chamada cultura da empresa ou cultura organizacional.

- A função comportamental é uma função interna muito importante que indica ordens claras e indispensáveis e direcciona explicitamente o comportamento dos públicos numa determinada direcção. Tem por base a função imagem, a função informativa e a função de rectroacção e permite a concretização colectiva de decisões. Na comunicação externa, tem uma continuação lógica junto dos vários públicos, numa tentativa de sedução relativamente à organização ou ao produto/serviço.

- A função mudança é as função da comunicação que permite a mudança de imagem e passa pela mudança real das mentalidades, das atitudes e das relações. Internamente motiva as pessoas, cria movimentos de rectroacção e modifica as relações. O diálogo permanente entre o interior e o exterior é um factor favorável à mudança porque actua no comportamento das pessoas.

- A função imagem permite transmitir aos colaboradores internos e ao público externo uma imagem favorável da organização. Esta imagem só é conseguida com uma continuidade das estratégias de comunicação e com uma coerência entre o que a organização realmente é e as mensagens que transmite.

A Comunicação na Organização


Uma organização está sempre a comunicar e a sua imagem, o que se pensa dela, forma-se através de todas as comunicações e mensagens que dela recebemos. É através dessas múltiplas mensagens, que os públicos da organização formam a imagem que têm da mesma. Sendo assim, toda e qualquer organização deverá canalizar os diferentes sinais comunicativos num sentido que lhe seja favorável. É essa comunicação que transforma a identidade institucional numa imagem externa, da qual é indissociável.

Lionel Brault refere que “uma empresa só existe através da comunicação”.
Deste modo, é impreterível que os responsáveis das organizações compreendam que uma comunicação inteligente contribui decisivamente para uma boa gestão e ajuda a que sejam atingidos as metas e os objectivos das mesmas.


Em síntese, a comunicação da organização de ser encarada como um investimento e não como um gasto supérfluo. No forte ambiente concorrencial dos dias de hoje só as empresas mais aptas é poderão sobreviver. E ser mais apto significa, entre outros factores, ter uma imagem positiva, forte e convincente junto do público que se consegue não só, mas também, através de uma boa estratégia de comunicação.


Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Comunicação/Informação


Os conceitos de comunicação e de informação, muitas vezes confundidos, são de extrema importância no estudo da comunicação em geral, e mais especificamente no contexto da comunicação interna nas organizações
A comunicação distingue-se da informação.
Para Rodrigues, “enquanto a informação consiste na transmissão de um saber entre alguém que o detém e alguém que é suposto não o deter, a comunicação é a partilha de uma mesma experiência de vida por parte de pessoas que se reconhecem reciprocamente como detentores de uma identidade comum”.
Almeida diferencia informação de comunicação, na medida em que a primeira representa os conteúdos no processo de comunicar. Ou seja, a informação está integrada num processo mais amplo de transmissão que é a comunicação, sendo o objecto desse mesmo processo. A comunicação é um estado, enquanto que a informação é um conteúdo.
Este autor salienta outras características de ambos os conceitos que permitem diferenciá-los:
-Ao contrário da comunicação, a informação não espera resposta ou feed-back por parte da entidade receptora.
-Na informação não existe a afectividade oriunda das trocas nas relações criadas entre os indivíduos, como acontece na comunicação.
-A informação assenta em factos, enquanto que a sua falta ou ausência não implica necessariamente a inexistência de comunicação.
-Na informação os objectivos do emissor sobrepõe-se aos do receptor; esta situação nem sempre se verifica na comunicação.
-A informação em si, pode não estar directamente relacionada com os valores e cultura do receptor, não se prendendo ao contexto ou situação do mesmo; tal não acontece na comunicação.


Terça-feira, Novembro 14, 2006

Assertividade

O estilo assertivo é aquele em que os interlocutores se encontram no mesmo plano, expressam livremente as suas ideias, opiniões, sem deixar de respeitar o próximo, apesar das suas inúmeras diferenças. É um estilo de comunicação que nos permite ser mais construtivos em relação aos outros. As pessoas assertivas respeitam-se umas às outras, sabem ouvir e aceitar sempre os pontos de vista diferentes dos seus. Uma pessoa assertiva sente-se à vontade e é verdadeiro com os outros, não faz quaisquer juízos de valor, é firme na defesa das suas ideias. Ser assertivo implica sermos capazes de olhar para nós próprios como sendo iguais aos outros. Portanto, respeitando os outros é respeitado; tem espírito de abertura e estabelece relações de confiança, mantendo um clima favorável tanto a nível profissional como familiar. Assim sendo, ser assertivo é falar e agir com sinceridade, sem inibição, temor ou agressividade. É ser claro e afirmativo, sem deixar dúvidas sobre o que pensam e sentem sem, no entanto, agredir ou deixar outra pessoa demasiado inibida ou incomodada, deixando exprimir o seu ponto de vista e as suas opiniões.

“Assertividade gera assertividade!”

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